PF pediu a prisão ao STF alegando risco à ordem pública após a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro.
Por Redação Brasil Paralelo Publicado em 22/11/2025 7:50

Foto: Sergio Lima / AFP
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22), em Brasília, por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
A medida foi solicitada pela Polícia Federal, que alegou risco à ordem pública após o senador Flávio Bolsonaro convocar uma vigília em frente ao condomínio do pai na noite anterior.
Segundo a PF, o ato poderia colocar em risco os participantes e os agentes que atuariam na região.
Bolsonaro foi detido por volta das 6h, reagiu sem resistência e foi levado à sede da PF às 6h35. Após os trâmites iniciais, ele seguiu para a Superintendência da Polícia Federal, onde permanece em sala de Estado, reservada a autoridades.
Michelle Bolsonaro não estava na residência no momento da prisão. O ex-presidente passou por exame de corpo de delito no início da manhã.
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Bolsonaro pediu prisão domiciliar na véspera
A prisão preventiva não está relacionada à condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, mas foi adotada como medida cautelar.
Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto. Moraes apontou que o ex-presidente teria usado redes sociais de aliados, incluindo seus filhos parlamentares, para divulgar mensagens de incentivo a ataques ao STF e manifestações anticonstitucionais.
Na véspera da nova prisão, a defesa protocolou um pedido de “prisão domiciliar humanitária”, alegando problemas de saúde.
O movimento visava evitar que, com o trânsito em julgado da condenação por 27 anos e 3 meses, Bolsonaro fosse transferido ao sistema prisional comum, como o Complexo Penitenciário da Papuda.
Segundo a defesa, até as 6h40 deste sábado, o time jurídico ainda não havia sido formalmente notificado da decisão.
A PF informou que cumpriu mandado expedido pelo STF e reiterou que a convocação da vigília configurava risco concreto à ordem pública.
Segundo a corporação, a mobilização poderia gerar confrontos e comprometer a segurança de moradores, apoiadores e agentes.
Reação da oposição
A Liderança da Oposição na Câmara, em nota assinada pelo deputado Zucco (PL-RS), classificou a prisão como “arbitrária” e atribuiu a decisão ao que chamou de “escala de arbítrio conduzida por Alexandre de Moraes”.
A nota afirma que Bolsonaro enfrenta problemas de saúde decorrentes da facada de 2018, e acusa o STF de agir com “perseguição política”.
O texto também diz que oposicionistas estão se deslocando para Brasília para acompanhar o caso e prestar apoio à família.
Segundo a oposição, caso algo aconteça ao ex-presidente sob custódia, “a responsabilidade será direta e objetiva do Estado”.
Bolsonaro permanece na Superintendência da PF, em sala especial.
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